quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Federação de futebol do Piauí demonstra fraqueza política

Na semana passada, Ríver e Botafogo de Ribeirão começaram a decidir o título de campeão da série D. Os 90 minutos finais acontecerão no dia 14/11 no estádio Albertão em Teresina.

Na partida de ida em Ribeirão Preto, interior de SP, conforme informou o presidente do Ríver, o presidente do Botafogo se negou a ceder o campo de jogo do estádio Santa Cruz para que o clube piauiense fizesse o reconhecimento do gramado. O presidente do Ríver disse que iria ter troco.

Ontem à tarde, para a surpresa de todos, o presidente da federação de futebol do PI, em entrevista à rádio Pioneira de Teresina, disse que autorizou o clube paulista a fazer o reconhecimento do campo do Albertão. Acrescentou que comunicou a sua intenção ao presidente do Ríver.

Essa atitude do presidente da federação do PI demonstra fraqueza política perante a CBF. Por quê? Porque o atual presidente da CBF, Marco Polo, foi vice presidente da federação paulista na gestão do presidente José Eduardo Farah. E as suspeitas são de que houve um "pedido" do Marco Polo  à FFP para que esta liberasse o campo de jogo.

Não sabemos se  realmente houve esse contando, mas é muito estranho em plena véspera de uma decisão o presidente  da FFP tomar uma atitude como esta. Se a liberação do campo não fosse tão importante, os visitantes não solicitariam. E a questão é também pela falta de respeito. 

A FFP está assinando um atestado de fraqueza política. E na verdade é bem provável que a FFP não tenha força mesmo. Nas brigas das vagas para incluir os clubes do PI na Copa do NE, a maioria das federações do Nordeste não queria a inclusão dos clubes do MA e principalmente do PI temendo uma decadência técnica da competição.

Foi preciso um grupo de torcedores do PI requerer as vagas via justiça acionando o Ministério Público Federal, que encaminhou o processo para a Justiça do Rio de Janeiro. Sabendo desta ação, a Liga do NE foi obrigada a abrir as vagas para  os dois estados. Tanto é verdade que o presidente do Ceará Sporting à época, Evandro Leitão, informou  à imprensa pernambucana sobre o risco de se paralisar a competição por conta da  justiça.

Na verdade as coisas no PI são feitas desta forma perante o poder político de maior calibre. Na base do Sim Senhor. Assim fica difícil alavancar qualquer tentativa de independência.

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