sábado, 16 de março de 2013

Federação de Futebol do Maranhão rescinde contrato com a Chevrolet

O presidente da Federação Maranhense de Futebol (FMF), Antônio Américo Lobato Gonçalves encaminhou e-mail à Chevrolet comunicando a rescisão do contrato de patrocínio da montadora para o Campeonato Maranhense 2013. O valor total do contrato assinado foi de R$ 180 mil, destes R$ 100 mil seriam da FMF e R$ 80 mil para a empresa que trabalha o marketing da montadora.
Segundo Américo, os R$ 100 mil da Federação seriam para garantir o pagamento das taxas de arbitragem.
Pelo contrato, a montadota teria direito a 60 ingressos por jogo, além da colocação de placas de publicidade nos estádios. O problema é que esses ingressos começaram a parar nas mãos de cambistas. Vários torcedores denunciaram a venda desses ingressos no jogo entre Sampaio e Bacabal. O fato provocou um descontentamento geral e surgiram os questionamentos.
A Federação, embora soubesse o que estava fazendo parece ter enxergado que fez um negócio errado. Assinou um contrato que não previa mídia e muito menos recursos para os clubes.
Só agora, após iniciado o Campeonato Maranhense foi que a FMF entendeu que fez a coisa errada.
Américo alega ainda que a Chevrolet deveria ter contratado a mídia para badalar o campeonato em virtude do patrocínio coisa que nunca aconteceu.
O fato é que coisa mal feita acaba assim. Como disse na semana passada este tipo de contrato nem deveria ter sido assinado.
Que a partir deste fato, Federação, clubes e imprensa aprendam a valorizar o grande produto que é o futebol.
Fica a lição…

Há solução para os deficitários Campeonatos Estaduais?

Diferentemente dos países europeus, o esporte bretão no Brasil cresceu de forma inversa. Em virtude das dimensões continentais, as disputas eram prioritariamente em campeonatos estaduais. Mesmo com a nacionalização do esporte e o fortalecimento das competições do país, por muito tempo estes torneios tinham enorme popularidade, devido principalmente às rivalidades locais.
A outrora relevante e charmosa disputa local perde força a cada ano e impede a evolução do nosso futebol, dificultando a sua comercialização televisiva em nível internacional – até pela dificuldade que os apreciadores do esporte em outros países têm em entender nosso sistema de competição. Além disso, os estaduais expõem os clubes a um desgastante e absurdo acúmulo de jogos, que somente é verificado no Brasil.
Além disso, os torcedores de clubes grandes, voltados para a Libertadores ou preocupados com o Campeonato Brasileiro, não se empolgam em assistir o estadual. Tal fato se reflete com públicos cada ano mais ridículos nos estádios (salvo algumas poucas exceções). A falta de público, somada a falta de premiações, cota de TV em um nível maior, resulta num completo desprezo da competição por muitos dos grandes clubes. O Atlético/PR, por exemplo, abdicou do estadual. Joga o Paranaense com o time de juniores, enquanto o time titular treina. O presidente do rival Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade, declarou publicamente que articula uma volta da Copa Sul com intuito de minimizar os prejuízos.
Mas os clubes menores não abrem mão da competição. As equipes interioranas fazem receita com a cota do estadual e as rendas dos duelos contra os grandes clubes em seu estádio. Fora a visibilidade do evento para o clube e a cidade. O temor desses clubes é a falência ou o ostracismo caso os estaduais acabem ou fiquem sem os clubes de maior expressão. Estas equipes que muitas vezes representam cidades ou regiões, além de ser um enorme celeiro de craques. O torcedor do time grande caçoa, menospreza, desdenha do estadual, inclusive apoia a decisão de seu clube mandar a campo, em várias oportunidades, uma equipe mista ou até totalmente reserva. Mesmo nas ocasiões em que são escalados os titulares, o nível de envolvimento com a partida quase sempre é baixo.
Para o torcedor de times maiores que estão apenas no estadual, resta a expectativa de observar algum possível reforço nos times pequenos. O adepto precisa aprender que o desempenho nos estaduais não é parâmetro para o resto da temporada. Os seguidores reúnem-se discretamente para acompanhar os jogos do seu time, sem alarde. Em caso de título, será uma comemoração tímida. Sabem que não é prudente criar grandiosas expectativas em torno de uma competição menor e miram um ainda longínquo abril para que comece a Copa do Brasil. Mais esperado ainda é o Campeonato Brasileiro, que só começa em maio. Os momentos de maior emoção ficam, mediocremente, reservados à penosa tarefa de “secar”, com todas as forças, o rival em competições de maior apelo.
Entretanto, mesmo sendo importante para os clubes mais modestos, já é notória a necessidade de reformulação das competições estaduais.
A Rede Globo (que detém os direitos de transmissão) demonstrou descontentamento com alguns clubes grandes por jogar com reservas no estadual. Existe uma real tendência de abaixamento de receitas (patrocínios, cotas de TV, etc) com o campeonato neste formato. Alguns mais radicais defendem até o corte dos estaduais do calendário, outros apenas uma redução de datas com um sistema de disputa mais objetivo. Mas é quase unânime entre os torcedores que os estaduais com quatro meses precisam ser alterados.
Para 2013, a CBF até promoveu significativas novidades, possibilitando as equipes nacionais participantes da Libertadores também disputarem a Copa do Brasil, o que não ocorria desde 2001. Trata-se de uma tentativa de recuperar a sucateada Copa Nacional, competição que contava com bem mais prestígio em décadas anteriores, quando abrigou memoráveis duelos. Contudo, a medida resulta na desvalorização da Copa Sul-Americana, possibilitando que times da segunda divisão possam representar o Brasil, em fórmula inédita. Embora ainda não tenha caído no apreço do torcedor, a Sul-Americana é potencialmente mais interessante do que os cansativos regionais, pois envolve título internacional e, ainda, vaga na Libertadores da América.
No entanto, torneios estaduais ainda possuem a magia de remeter a tempos mais leves, mais ingênuos, da flauta bem-humorada, quando não tínhamos partidas televisionadas e a perspectiva do torcedor alcançava um panorama bem mais limitado. Porém, a realidade hoje é completamente distinta, para o bem ou para o mal. Os clubes de alto investimento não se satisfazem com um mero título estadual, e nem poderiam. Hoje representa muito pouco, quase nada, nos principais centros.
Talvez o modelo alternado estadual/regional possa ser bom até para os clubes médios/pequenos. Além de possuir uma motivação a mais para o campeonato (ganhar a vaga no regional), uma primeira fase sem os grandes (e quem jogue o regional) permite que o estadual tenha até mais datas, garantindo um calendário maior até mesmo para clubes sem nenhuma divisão no futebol nacional.
Tanto que foi reimplementada a Copa do Nordeste, mas a competição não elimina as competições estaduais na região. Muito pelo contrário. Para conquistar vaga no regional é necessário ganhar vaga pelo estadual. Por este motivo, o Náutico não jogou o Campeonato do Nordeste em 2013, pois no Pernambucano ficou atrás do Salgueiro, mesmo o Timbu sendo um grande clube do Nordeste e representante único do estado na Série A 2013. Como o campeonato toma 12 datas que seriam dos estaduais, as federações acabam sendo obrigadas a fazer do campeonato estadual algo mais curto, animando torcedores dos grandes sem acabar com a tradição da competição ou excluir os clubes de menor porte.
Impõe-se que a CBF e os clubes comecem a partir em busca de uma solução, equacionando de maneira razoável o interesse de todos, buscando a valorização de seu próprio produto. Com a Copa do Mundo em 2014, o futebol brasileiro terá uma rara e valiosa oportunidade de rever seus rumos, podendo atrair investidores e maior visibilidade. E esse impulso passa obrigatoriamente por uma profunda reformulação do calendário, residindo o foco para a mudança da inconcebível formatação atual dos campeonatos regionais.
 
Fonte:http://www.doentesporfutebol.com.br/2013/03/10/ha-solucao-para-os-deficitarios-campeonatos-estaduais/

terça-feira, 12 de março de 2013

Piauiense 2013: Sem estrutura e condições dignais de time profissional, Flamengo do PI perde de 2

O Esporte Clube Flamengo perdeu ontem para o Cori-Sabbá por 2 a 0 em partida realizada no Lindolfo Monteiro. Com o resultado o rubronegro do Piauí ocupa o terceiro lugar com 11 pontos ao lado do Parnaíba que também tem o mesmo número.

 O líder é o Ríver com 14. Para mim, o maior e eterno problema do Flamengo do PI é a falta de estrutura que é dada ao técnico e jogadores. Sem campo para treinar, o time treina em um campo precário cedido pela Universidade Federal. E esta situação vai continuar por muitos e muitos anos porque, conforme já foi divulgado na imprensa local, a sede já fora vendida e ninguém sabe se será construída uma outra.

 Em relação ao Celso Teixeira, ele é um técnico conhecidíssimo no futebol principalmente nordestino. Destes técnicos atuais do futebol do PI é o mais rodado e quem mais conhece do babado. Foi campeão sergipano no ano passado dirigindo o Itabaiana. O que mais deixa assustado é que depois da derrota de ontem, um grupo de torcedores foram protestar próximo ao vestiário pedindo o Aníbal Lemos. Senhores, o Aníbal não é mais técnico do que o Teixeira nem aqui nem no Japão.

 Se o trabalho do Celso não foi satisfatório é por falta de estrutura. O Aníbal, ao contrário, talvez possa ser um bom técnico, mas não é daqueles técnicos sambados, experientes no futebol brasileiro. Nunca saiu dos extremos do PI. Não tem intercâmbio. Não conhece mais jogadores do que o Celso, que conhece tanto jogadores de série D quanto jogadores de série A. Fica ao gosto do freguês. Agora, comparar não dá. É bom deixar claro que o Celso pediu para sair.

Esclareço isso porque aqui no PI tem-se a mania de dizer que fulano foi dispensando, deixando a entender que o trabalho do fulano era ruim. Vários jogadores de Ríver e Flamengo saíram a pedido. Mas a imprensa informou de outra forma.

 Por falar em imprensa, veja que o Celso disse: "... a imprensa fica se escondendo. Há um corporativismo, por isso que o futebol do Piauí é do jeito que é...". Ele só faltou dizer que é uma merda... mas foi educado apesar dos pesares. "Vocês da imprensa deveriam publicar estes tipo de coisas...". Ele se refere ao xingamento que recebeu de um dos bandeirinhas que lhe chamou de "seu porra".

 De fato, a nossa imprensa é corporativista, assim como o é os dirigentes, a federação. Veja um outro exemplo de corporativismo: o torcedor liga para o programa esportivo de uma rádio. Colocam-no no ar. Quando o pobre coitado do torcedor começar a criticar o dirigente X aí o apresentador inicia uma série de cortes impedindo que o cidadão termine o raciocínio daquilo que queria dizer. É uma vergonha.

 Isso aí é que mata o nosso futebol. Não se enganem. Enquanto tiver essa velharia comandando o nosso futebol ele não saíra de onde está. Existe, sim uma grande maquiagem, mas na hora em que um time sai do estado para disputar um simples amistoso como fez o Piauí Esporte Clube, quando perdeu para o Sampaio de 6, aí a gente vê o quanto nós somo os fracos. E os caras se gabam dizendo entender de futebol, seja na imprensa ou na direção dos clubes. São um monte de "desprofissionais" (palavra criada). Vão.... se reciclar...

Vindo a Copa do Nordeste naturalmente haverá mais cobrança dos torcedores que exigirá mais profissionalismo. A tendência é de que o mau profissional, seja dirigentes ou imprensa, suma do mercado.

domingo, 10 de março de 2013

8 anos de PT em Fortaleza