sábado, 1 de novembro de 2014

Flamengo do PI a cada dia fora da realidade do futebol profissional

O Flamengo do PI deve deixar de existir no futuro. É o que tudo indica. Venderam a sede do clube. Agora o Mais Querido não tem domicílio sequer para receber uma correspondência. Até os troféus já não se sabem do paradeiro.

O certo é que a cada ano fica difícil o Esporte Clube Flamengo se manter de pé. Dificilmente algum empresário irá querer bancar o rubro negro piauiense, a não ser os amigos dos amigos. Mas aí será um investimento como se investe em um time de periferia. O grande empresário mesmo talvez não queira investir em um clube que tem dificuldades administrativas. Ainda mais com denúncias como a da conta de energia em que uma senhora acusa o presidente do clube de uma dívida de R$ 14 mil.

Brigando pelos seus direitos e na tentativa de  levantar o único clube rubro negro do estado do PI tem um grupo de cerca de 30 torcedores  querendo saber na justiça o paradeiro do dinheiro da venda da sede e outras questões mais envolvendo estatuto e eleição do atual presidente do clube.

Fica difícil alguém acreditar que o Esporte Clube Flamengo ainda irá se levantar. Com bastantes notícias negativas, sem dinheiro, sem sede, sem campo para treinar, sem torcedores, sem nada. A tendência é que o Piauí Esporte Clube aos poucos tome o lugar do Flamengo do PI  e se torne no futuro, caso continue nesta busca pela organização,  o segundo clube da capital atrás do Ríver. 

Torcedor para apoiar o Enxuga Rato é o que não falta. Basta que atraia o público com boas campanhas seguidas nas competições Copa do NE, Copa do Brasil e Brasileirão. Se plantar vitória, colhe torcedor. Aquele  público que assiste jogos na televisão e torce por clubes de fora é o mesmo público carente de espetáculo e  que não tem um clube local competitivo para chamar de seu. Consumidor tem. Falta inteligência.


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Subir o futebol do PI para a série C. Qual a receita?

Nós aqui do Blog não sabemos qual é a melhor receita. Mas talvez a melhor  seja a persistência com um trabalho profissional e sem deixar o desânimo abater. Neste trabalho demorado e persistente é preciso a imprensa e torcedores entenderem que só com o tempo o resultado virá.

Fortaleza e Remo estão nesta luta (ascender de série) há algum tempo. O clube cearense já vai com 5 anos  na série C tentando subir para a série B. Mesmo com uma folha altíssima em torno de R$ 500 mil, até o momento não conseguiu. Os paraenses também contam com o mesmo tempo tentando subir para a série C. De acordo com o balanço financeiro do clube visto na página oficial, a folha mensal girava em R$ 400 mil.

O trabalho do Sampaio Correia vem desde 2010, quanto enfrentou na primeira fase Flamengo do PI, J V Lideral e Gurany de Sobral. Foi o primeiro do grupo, mas quem levou o título da competição foi o  Guarany de Sobral com uma folha de pagamento de R$ 100 mil.

Em 2011 o Sampaio continuou na luta para subir. Enfrentou na primeira fase o Comercial/PI, Independente/PA, São Raimundo/PA e Trem/AP. Ficou em segundo no grupo. Nas oitavas, caiu para o Cuiabá.

Em 2012 novamente passou por Teresina jogando com o Comercial de Campo Maior. Os outros times do grupo foram Mixto, Santos do Amapá e Araguaína. Neste ano o Sampaio sobrou no grupo fechando o primeiro lugar com 24 pontos. Foi o campeão vencendo o CRAC/GO na final por 3 a 1. Folha de pagamento de R$ 270 mil, conforme informou o presidente Sérgio Frota à rádio Mirante naquela época. Em 2013 foi o vice campeão da série C perdendo o título para o Santa Cruz de Pernambuco.

Desde 2010, a maioria dos jogadores era a mesma. Mas sempre melhorando a qualidade. Um exemplo é o volante Jonas, contratado do futebol do PI e hoje com um pé no Corinthians. Até houve mudança de treinadores. Passaram por lá o Josué Teixeira, o Everton Goiano mas foi  Flávio Araújo, com trabalhos no futebol do PI há algum tempo, que conseguiu subir o clube maranhense em 2012.

Para conseguir êxito, primeiro é  ser o campeão do estado com uma base forte que dê suporte para começar uma série D. Em 2014, o trabalho no Ríver  foi bom apesar de não ter conseguido passar da primeira fase. Em 2015, se o trabalho continuar com a mesma vontade, aliada a responsabilidade e profissionalismo pode muito bem chegar às oitavas ou até mesmo ir mais adiante. 

O certo é que a luta tem que continuar ano a ano até o clube conseguir o tão sonhado acesso. Acesso este que pode ser demorado mas, com certeza, virá. A primeira batalha, como já dito, é conseguir o título  estadual sempre, sem deixar o trabalho ser quebrado.

Um detalhe. O mais  importante talvez para a consecução do objetivo não é a contratação de um treinador caro, mas sim fazer uma equipe competitiva. O treinador Paulo Moroni (aquele mesmo que montou o Barras/PI de 2007 e o mesmo que indicou a maioria dos jogadores do vice campeão potiguar deste ano, o Globo F C) tem todas as condições de trazer um acesso ao futebol do PI. Basta que seja o responsável por indicar todas as contratações necessárias. 

E o Moroni sabe muito bem do que é preciso. Perguntado no final do ano passado sobre o que ele achava do título do Botafogo da Paraíba na série D 2013,  disse a um repórter que o segredo é melhorar o nível dos jogadores. Acrescentou que o Botafogo foi campeão com uma folha estimada em R$ 350 mil. E que se o futebol do PI pretendesse o mesmo feito, teria que fazer o mesmo investimento.



segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Brasil vai continuar sem mudanças

Neste ano o eleitorado do país é composto por 142.821.358 pessoas. Destas, 62% não votaram em Dilma.  Apenas 38% elegeram Dilma. Isto é o reflexo da obrigatoriedade do voto.

Os números para cada candidato:

Votos de Dilma: 54.501.118

Votos de Aécio: 51.041.155

Branco e Nulos: 37.279.085

Agora há dois tipos de Brasis. O que produz, o Sul/Sudeste, e o curral do PT, que é o Norte/Nordeste. Infelizmente, parte desta região-curral ainda vota com a barriga, não com a cabeça conforme afirmou o própria Lula no vídeo abaixo.

domingo, 26 de outubro de 2014

Josué Teixeira, ex treinador do Ríver, é mais um que consegue ascender de série do Brasileirão

Passaram pelo Piauí, Oliveira Canindé  e Flávio Araújo. Oliveira subiu o Guarany de Sobral em 2010 e foi campeão da Copa do NE em 2013 treinando o Campinense/PB. Hoje no Santa Cruz. Flávio subiu o Sampaio em 2012 e 2013.  Ontem foi a vez de Josué Teixeira, ex treinador do Ríver, calar mais de 50 mil torcedores do Fortaleza no Castelão e subir o Macaé/RJ para a série B.

Josué Teixeira neste ano foi campeão estadual dirigindo o Ríver. Começou a série D mas não conseguiu emplacar, talvez em razão da qualidade de alguns jogadores, bons para o campeonato local, mas que se mostraram deficientes para um nacional.

Tudo indica de que o ex treinador indicou sim alguns jogadores com base no teto salarial do Ríver. Todo treinador tem uma lista de jogadores com qualidade A, B, C e D. Dependendo do cliente ele faz a indicação. Será que se fosse dada a chance de  o treinador melhorar a qualidade, o Ríver não teria desempenho um melhor papel na série D? 

Jogadores como o lateral Marquinhos, o volante Victor Recife, o atacante Fabiano, os zagueiros Gabriel e Índio não eram para estar no elenco para a série D assim como alguns outros questionáveis. 

Talvez seja esta a explicação para o fracasso dos clubes do PI nas competições promovidas pela CBF. E  Talvez seja esta a explicação para o sucesso desses trinadores aí que passaram pelo futebol do PI e nada conseguiram. Por isso não adiante investir no Flávio Araújo se a política de contratação e o profissionalismo dentro dos clubes forem os mesmos. 

E parece que a política de contratação não irá sofrer mudança. O Piauí Esporte Clube mesmo já anunciou que vários jogadores do estadual deste ano participarão do elenco para a Copa do NE 2015. Desta forma até o Guardiola não irá conseguir  ser  feliz no futebol piauiense.