Nós aqui do Blog não sabemos qual é a melhor receita. Mas talvez a melhor seja a persistência com um trabalho profissional e sem deixar o desânimo abater. Neste trabalho demorado e persistente é preciso a imprensa e torcedores entenderem que só com o tempo o resultado virá.
Fortaleza e Remo estão nesta luta (ascender de série) há algum tempo. O clube cearense já vai com 5 anos na série C tentando subir para a série B. Mesmo com uma folha altíssima em torno de R$ 500 mil, até o momento não conseguiu. Os paraenses também contam com o mesmo tempo tentando subir para a série C. De acordo com o balanço financeiro do clube visto na página oficial, a folha mensal girava em R$ 400 mil.
O trabalho do Sampaio Correia vem desde 2010, quanto enfrentou na primeira fase Flamengo do PI, J V Lideral e Gurany de Sobral. Foi o primeiro do grupo, mas quem levou o título da competição foi o Guarany de Sobral com uma folha de pagamento de R$ 100 mil.
Em 2011 o Sampaio continuou na luta para subir. Enfrentou na primeira fase o Comercial/PI, Independente/PA, São Raimundo/PA e Trem/AP. Ficou em segundo no grupo. Nas oitavas, caiu para o Cuiabá.
Em 2012 novamente passou por Teresina jogando com o Comercial de Campo Maior. Os outros times do grupo foram Mixto, Santos do Amapá e Araguaína. Neste ano o Sampaio sobrou no grupo fechando o primeiro lugar com 24 pontos. Foi o campeão vencendo o CRAC/GO na final por 3 a 1. Folha de pagamento de R$ 270 mil, conforme informou o presidente Sérgio Frota à rádio Mirante naquela época. Em 2013 foi o vice campeão da série C perdendo o título para o Santa Cruz de Pernambuco.
Desde 2010, a maioria dos jogadores era a mesma. Mas sempre melhorando a qualidade. Um exemplo é o volante Jonas, contratado do futebol do PI e hoje com um pé no Corinthians. Até houve mudança de treinadores. Passaram por lá o Josué Teixeira, o Everton Goiano mas foi Flávio Araújo, com trabalhos no futebol do PI há algum tempo, que conseguiu subir o clube maranhense em 2012.
Para conseguir êxito, primeiro é ser o campeão do estado com uma base forte que dê suporte para começar uma série D. Em 2014, o trabalho no Ríver foi bom apesar de não ter conseguido passar da primeira fase. Em 2015, se o trabalho continuar com a mesma vontade, aliada a responsabilidade e profissionalismo pode muito bem chegar às oitavas ou até mesmo ir mais adiante.
O certo é que a luta tem que continuar ano a ano até o clube conseguir o tão sonhado acesso. Acesso este que pode ser demorado mas, com certeza, virá. A primeira batalha, como já dito, é conseguir o título estadual sempre, sem deixar o trabalho ser quebrado.
Um detalhe. O mais importante talvez para a consecução do objetivo não é a contratação de um treinador caro, mas sim fazer uma equipe competitiva. O treinador Paulo Moroni (aquele mesmo que montou o Barras/PI de 2007 e o mesmo que indicou a maioria dos jogadores do vice campeão potiguar deste ano, o Globo F C) tem todas as condições de trazer um acesso ao futebol do PI. Basta que seja o responsável por indicar todas as contratações necessárias.
E o Moroni sabe muito bem do que é preciso. Perguntado no final do ano passado sobre o que ele achava do título do Botafogo da Paraíba na série D 2013, disse a um repórter que o segredo é melhorar o nível dos jogadores. Acrescentou que o Botafogo foi campeão com uma folha estimada em R$ 350 mil. E que se o futebol do PI pretendesse o mesmo feito, teria que fazer o mesmo investimento.
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