segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Misto do Sampaio bate Fortaleza na série C

Reserva até o jogo contra o Fortaleza. Tiago Cavalcanti não pôde jogar e, por isso, Célio Codó voltou a ser titular do Sampaio. Ele já tinha perdido uma boa chance na partida, mas não deixou escapar à segunda, no jogo da noite deste domingo, no Estádio Castelão.
Foi mais um gol o Sampaio na Série C do Campeonato Brasileiro, mas foi um marco no retorno de Codó com a camisa do Sampaio, que no próprio Castelão chegou a ser vaiada na Série D de 2012 depois de perder muitas oportunidades de gol.
Célio Codó, do Sampaio, faz gol contra Fortaleza no Brasileiro Série C (Foto: Paulo Soares / O Estado)Lance do gol de Célio Codó contra Fortaleza, neste domingo, no Castelão (Foto: Paulo Soares / O Estado)
- Fico feliz por voltar ao time hoje e ajudar a equipe a sair com o resultado positivo. Vinha sofrendo com algumas coisas que acontecem no futebol, mas graças a Deus conquistamos a vitória hoje - desabafou.
Outro nome importante do Sampaio, o goleiro Rodrigo Ramos, comentou a importância dos jogadores que não jogaram as últimas partidas, mas foram bem no jogo deste domingo, entre eles, Célio Codó.
- É importante manter esse aproveitamento. A equipe sempre jogando bem, mostrando garra e vontade. Hoje, mesmo com o desfalque de alguns jogadores, os que entraram, jogaram bem – disse o goleiro.
Outro jogador que começou como titular depois de um longo período sem jogar foi o zagueiro Germano. O voloante Douglas Silva começou como titular, mas entrou durante jogos recentes.
O Sampaio fechou o primeiro turno como líder do Grupo A do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos. O próximo jogo será contra o Brasiliense, próximo domingo, em Brasília.

Obs. Três piauienses marcaram presença nesta partida. O árbitro José Nilton dos Santos, que fez uma arbitragem confusa; o volante Jonas, ex-Piauí e Comercial/PI. E o lateral direito, Tote.

Gurupi classificado.

O time tocantinense jogou em casa neste domingo (11) pela 8° rodada do Brasileirão Série D, e venceu o Salgueiro por 2x1 garantindo assim a classificação para a próxima fase. Com um gol no primeiro tempo e outro no segundo, o Gurupi dominou grande parte do jogo e deixou o time Pernambucano ainda em 2° lugar no grupo A2.
O Gurupi entrou em campo com a bola toda e fez o Salgueiro se adequar ao ritmo de jogo do time tocantinense. E aos 30 minutos, confusão na grande área, pênalti para o Gurupi. O atacante Israel cobrou e abriu o placar, deixando a torcida eufórica. Depois do primeiro gol a equipe adversária reagiu com algumas jogadas perigosas, mas o 1° tempo acabou com 1x0 para a equipe da casa.
Lúcio Bala (esq.), Dadá e Israel depois do jogo que garantiu a vitória para o time do Gurupi (Foto: Vima Nascimento/GE TO)Lúcio Bala (esq.), Dadá e Israel depois do jogo
que garantiu a vitória para o time do Gurupi
(Foto: Vima Nascimento/GE TO)
No segundo tempo os dois times mantiveram a mesma escalação, mas o Gurupi voltou ainda mais perigoso e aos cinco minutos, Lúcio Bala driblou e fez o segundo gol da equipe do Tocantins. Mas o Salgueiro foi para cima e conseguiu marcar aos 27 minutos, gol de Vitor Caicó. Com esse resultado a profecia do ex-jogador Dadá Maravilha, que estava na torcida, se cumpriu.
- Eu já acertei um jogo do estadual na última vez que estive aqui e agora acertei mais um, mas o Gurupi também fez um bom jogo e mereceu a vitória - afirmou o ex-atacante que parabenizou os atacantes, Lúcio e Israel, autores dos gols da vitória.
A presença do ícone no futebol deixou o estádio Rezendão lotado e a torcida empolgada a cada gol. Com esta vitória o Gurupi mantém a posição de primeiro colocado do grupo A2 da Série D, e já está com a classificação garantida. Na próxima rodada o Gurupi descansa e se prepara para o jogo contra o Maranhão no dia 25 às 16h no estádio Castelão, casa do adversário. Já o Salgueiro ainda vai enfrentar o Maranhão e o Parnahyba-PI nas próximas rodadas.

Globo Esporte

domingo, 11 de agosto de 2013

Grupo A2 da série D do Brasileirão

Ontem o Maranhão venceu o Ypiranga por 2 a 0 em São Luís, resultado este que não altera em nada a tabela porque ambos já estão fora da briga pelas vagas.

 O Parnahyba folga na 8ª rodada. Depois joga contra o Ypiranga fora de casa e Salgueiro dentro de casa. Se vencer ambos os jogos poderá chegar a 16 pontos e  ainda não estará classificado. O saldo de gols será a balança.

Hoje tem um confronto do grupo para fechar a 8ª rodada. Às 19 h jogam no Tocantins Gurupi e Salgueiro. Se este clube vencer logo mais e depois vencer o Maranhão na 9ª rodada (em Pernambuco) chegará aos 17 pontos e mandará um time misto para jogar com o Parnahyba na última rodada no interior do Piauí. Por quê? Porque o time pernambucano ainda joga a Copa do Brasil na mesma semana do seu último jogo na série D. 

Para o Gurupi se classificar, basta vencer o Salgueiro. Desta forma chegará aos 15 pontos garantindo pelo menos a segunda vaga do grupo e com uma partida a se realizar contra o Maranhão em São Luís.

Se Gurupi e Salgueiro empatar  no Tocantins, a decisão das duas vagas do grupo continuará em aberta desde que o Salgueiro vença ao Maranhão na 9ª rodada e o Parnahyba também vença o Ypiranga no Amapá. 

Aí a classificação com o fechamento da 9ª rodada ficará assim: 

Salgueiro 15 pontos
Gurupi 13 pontos 
Parnahyba 13 pontos 

Na 10ª rodada, os confrontos são os seguintes: Parnahyba e Salgueiro no Piauí e  Gurupi e Maranhão em São Luís.  O Salgueiro jogaria pelo empate; o Parnahyba precisaria vencer de qualquer forma. Gurupi também precisaria vencer.

A única certeza é de que o Parnahyba para começar a pensar em  classificação terá que vencer o Ypiranga lá no Amapá. Depois é depois...


Gurupi e Salgueiro às 19 h no seguinte link:

http://www.95fmgurupi.com.br/

Viva a Série D!

Um goleiro tomar um gol por causa da iluminação deficiente de um estádio.
Um clube de campanha impecável perder seis pontos e colocar a classificação em risco porque os dirigentes erraram na contagem de cartões de um jogador.
Gramados sem condições até mesmo para partidas de futebol amador, mas que são usados normalmente pelos profissionais.
Profissionais?
Em alguns times da região Norte, jogadores precisam de outro emprego para garantirem o sustento.
Calor extremo no Amapá.
“Frio escaldante” no Rio Grande do Sul.
Elenco montado na semana do campeonato
Elenco desmontado por inteiro no meio do campeonato.
Time em greve por salários atrasados.
Caixinha de surpresas coisa nenhuma.
A Série D 2013 é um container, isso sim.
É uma incógnita. Um grande ponto de interrogação.
Grande parte desses percalços na Série D desse ano acontecem exatamente no grupo do Gurupi e no Grupo A1, que vai cruzar com o A2 no mata-mata.
Sem salários e com seis pontos perdidos, o Paragominas joga com o poder de persuasão do técnico Cacaio, que convenceu seus comandados a se entregarem em campo em nome do sonho de dias melhores em um clube maior.
O Plácido de Castro, possível adversário do Gurupi no Grupo A1, faz campanha na internet para pagar as dívidas com salário e hotel dos jogadores.
No Grupo A2, o Parnahyba vive na corda-bamba tentando pagar os vencimentos dos jogadores.
O Gurupi teve que bater na porta da Secretaria de Esportes, desesperado por uma ajuda.
No Ypiranga, sequer há uniforme de treino. O treinador se vira como pode para que o elenco concilie Série D e Campeonato Amapaense.
E entre um problema e outro, tome longas viagens de avião e ônibus.
Bye, Bye, Brasil!
Isso quer dizer que o Salgueiro, com sua torcida fanática, patrocinadores de peso e jogadores experientes, tem o acesso garantido?
Não.
O mais estruturado nem sempre é campeão. Ás vezes, nem sobe.
Em 2009, a decisão da Série D tinha um time com atrasos salariais, greve, treinos cancelados por falta de transporte e jogadores sem grande expressão.
Do outro lado, um clube com estrutura de clube grande,salários altos e jogadores com passagem pela Série A.
O pobre São Raimundo venceu o rico Macaé.
Em meio às dificuldades, se aflora um talento fenomenal daquele jogador que a vida toda sempre foi mediano apenas.
O jovem vira homem, ignora as dificuldades para buscar um lugar melhor ao sol.
Veteranos sonham com aquela que pode ser a única glória de uma longa e inglória estrada da bola.
Naquela decisão de 2009 da Série D, jogadores choravam como se tivessem ganho uma Copa do Mundo.
E ganharam mesmo.
Aquela era a Copa do Mundo. No meio da Amazônia. Longe demais das capitais, como diriam os Engenheiros do Hawaii.
Ou você já ouviu falar de Labilá, Preto Marabá, Beto, Déo Curuçá ou Michell Parintins?
Provavelmente, não os verá na elite do futebol nacional ou na Europa. Eles mesmos sabiam disso.
Passaram por inúmeros perrengues fora de campo para levantarem a taça.
Em meio à eles, um jogador cuja grande ambição na carreira era desfilar em um carro do Corpo de Bombeiros.
O singelo sonho não foi realizado porque deixou o São Raimundo antes da decisão. Não aguentou a falta de salários e foi para o modesto São Paulo, do Amapá, terminar em penúltimo lugar no Estadual.
Na Série D, time nenhum pode ser avaliado apenas dentro de campo.
É o campeonato do coração.
É o verdadeiro Campeonato Brasileiro.

 Fonte: Leandro Santiago/Globo Esporte/Tocantins