sexta-feira, 20 de novembro de 2015

A falta de qualificação dos repórteres ou cronistas esportivos

Sampaio Correia no Maranhão. Ríver no Piauí. Estes são os dois únicos clubes que têm melhores estruturas para representar seus respectivos estados. E só. Implica dizer que o futebol no PI e MA continua a mesma precariedade. Não evoluiu. Quem evoluiu foram os dois clubes.

A evolução do futebol passa pelo bom trabalho da crônica ou repórteres esportivos. Ocorre que, especialmente no PI, o trabalho desse pessoal deixa muito a desejar, principalmente quando os trabalhadores para esta função são de órgãos públicos escolhidos por critérios políticos.

Ouvindo nesta manhã, uma emissora de rádio de Teresina com o perfil citado acima, um repórter, talvez até começando a vida no rádio, disse que o centro de treinamento do Ríver só perde para os clubes da Bahia e Pernambuco. E que não tinha no Norte e Nordeste outro clube com melhor estrutura. Segundo ele, nem mesmo o Sampaio teria melhor estrutura de que o Ríver. Triste trabalhador. Talvez até pretendendo participar da festa.

A informação grosseira passada aos ouvintes da rádio pública é tamanha que beira à ignorância. Como já dissemos, são trabalhadores do rádio com indicações políticas, que não estudam, são desatualizados e não respeitam o torcedor de pé de rádio, torcedor este sem o poder de ter uma internet para pesquisar a veracidades das grosserias divulgadas no rádio. É lamentável. Está aí um ponto negativo do futebol do Piauí: a falta de qualidade de parte do pessoal que trabalha informando o futebol.

Veja. Até o Santos do Amapá tem um centro de treinamento superior ao do Ríver. Não tem uma torcida do mesmo tamanho. Mas o CT é de melhor qualidade. O Ríver não tem gerente de futebol, eles tem. Então não precisa esticar mais para mostrar o quanto aqueles trabalhadores do rádio ou estagiários precisam estudar mais.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A FUNDESPI cuida do desporto no Piauí?

A FUNDESPI é uma Fundação que cuida do desporto no Piauí. Dentre as várias atribuições, uma é cuidar do estádio Albertão em Teresina. Ocorre que esta atribuição não é levada muito a sério. Veja: falta o complemento das cadeiras já instaladas. A troca por completo da grama. A suspensão do bando de reservas ao nível do campo. Um placar eletrônico, câmeras de segurança e outros reparos elétricos e hidráulicos.

Nas vésperas da decisão da partida entre Ríver e Botagogo de SP, não se sabia se parte do estádio estaria liberado para esse confronto. Graças à falta de planejamento deste órgão. 

Só para se ter uma ideia do descaso, foi necessário correr contra o tempo para confeccionar rampas ligando a geral ao campo de jogo. Vários banheiros químicos foram alugados.  Nem placar o estádio possui. Foi preciso ser alugado um placar absolutamente precário e sem as condições de ser um placar digino de um estádio com capacidade para 53 mil pessoas. Placar eletrônico pequeno. Quem estava do outro lado do campo mal dava para enxergar o que estava escrito. E por duas ou três vezes o placar saiu fora do ar.

E a informação que foi divulgado é que se estaria licitando um outro placar. Pelo que se viu podemos ter no Albertão  um outro placar eletrônico  desproporcional ao tamanho do estádio porque quem fez o aluguel deve ter passado para o setor de compras as características técnicas do placar a ser comprado.  

E por que tanto descaso? Ora, todo mundo já sabia que seriam jogados campeonato piauiense, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e campeonato brasileiro. Que o estádio seria bastante utilizado. É bem verdade que em 2014 não houve tantos jogos mas já se sabia que em 2015 seria diferente até por conta da Copa do NE. Que mentalidade é esta? Até quando? Falta de pessoal qualificado? Ou de competência?

domingo, 15 de novembro de 2015

Ríver: um título de vice invicto dentro do Albertão. Talvez indicando que o título nacional possa vir um dia.

Foi assim com o Botafogo de Ribeirão Preto, que foi vice campeão na série C de 1996 e série B de 1998 do campeonato Brasileiro; e poderá ser assim com o Ríver do Piauí, que ontem não conseguiu penetrar na defesa botafoguense e fazer o único gol que precisava.

Aliás, foi uma partida de ataque contra defesa. O Ríver pressionando o tempo todo e os paulistas apenas se defendendo. Mas o que vale é a competência. E o Botafogo foi competente naquilo que foi proposto pelo treinador Marcelo Veiga, talvez um dos maiores especialistas do futebol brasileiro em armar retrancas.

Se foi assim com o Botafogo, poderá ser assim com o Ríver. Talvez um dia o clube do PI possa gritar que é campeão. E o trabalho tem que ser duradouro e profissional. Para isto é necessário passar credibilidade, mostrar o que se arrecadou, o que se vendeu, prestar contas com o torcedor. Desta forma a diretoria terá o respeito e apoio. Tendo o apoio, quem sabe um dia não possa sair o grito de campeão! Mas a principal meta foi alcançada, que é jogar a série C em 2016, agora bem mais valorizada.

Para completar, o título do Ríver de vice campeão da série D 2015 ocorreu de forma invicta jogando nos seus domínios. Não perdeu sequer uma partida dentro do Albertão em Teresina, ao contrário do Botafogo de Ribeirão,  derrotado para o CRAC/GO dentro do estádio Santa Cruz na segunda rodada da fase classificatória; e foi a pior campanha dentre aquelas equipes classificadas para as oitavas de final. Mas o que vai ficar escrito é o desfecho final, que é o título.