Foi assim com o Botafogo de Ribeirão Preto, que foi vice campeão na série C de 1996 e série B de 1998 do campeonato Brasileiro; e poderá ser assim com o Ríver do Piauí, que ontem não conseguiu penetrar na defesa botafoguense e fazer o único gol que precisava.
Aliás, foi uma partida de ataque contra defesa. O Ríver pressionando o tempo todo e os paulistas apenas se defendendo. Mas o que vale é a competência. E o Botafogo foi competente naquilo que foi proposto pelo treinador Marcelo Veiga, talvez um dos maiores especialistas do futebol brasileiro em armar retrancas.
Se foi assim com o Botafogo, poderá ser assim com o Ríver. Talvez um dia o clube do PI possa gritar que é campeão. E o trabalho tem que ser duradouro e profissional. Para isto é necessário passar credibilidade, mostrar o que se arrecadou, o que se vendeu, prestar contas com o torcedor. Desta forma a diretoria terá o respeito e apoio. Tendo o apoio, quem sabe um dia não possa sair o grito de campeão! Mas a principal meta foi alcançada, que é jogar a série C em 2016, agora bem mais valorizada.
Para completar, o título do Ríver de vice campeão da série D 2015 ocorreu de forma invicta jogando nos seus domínios. Não perdeu sequer uma partida dentro do Albertão em Teresina, ao contrário do Botafogo de Ribeirão, derrotado para o CRAC/GO dentro do estádio Santa Cruz na segunda rodada da fase classificatória; e foi a pior campanha dentre aquelas equipes classificadas para as oitavas de final. Mas o que vai ficar escrito é o desfecho final, que é o título.
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