A saída conturbada do treinador Evair pode ter sido em razão daquele episódio que aconteceu antes do carnaval no empate entre Ríver e Cori-Sabbá. Dizendo que teria que ir a São Paulo resolver problemas particulares, o treinador foi perguntado por um repórter da TV Clube (Globo PI) se ele “não estaria fugindo”. A resposta de Evair foi: “Quem foge é bandido, ladrão. Estou indo ver a família e uma pessoa doente”. Naquela oportunidade o Ríver vinha de quatro empates e apenas duas vitórias.
Parece que a resposta incomodou. A partir daí aumentaram as pressões. Vieram de parte da imprensa esportiva talvez em apoio ao colega profissional. Antes das partidas, era comum se ouvir que uma derrota poderia trazer a demissão do treinador. E a torcida absorveu a pressão, passou para os jogadores e comissão técnica. Não havia um trabalho tranqüilo. Tudo levar a crer, por uma resposta grosseira a uma pergunta provocativa.
Depois desse fato, o Ríver foi eliminado da disputa do título do primeiro turno. O treinador Evair culpou parte da imprensa. Piorou a relação. A pressão continuou. Na volta do returno, o time tricolor perdeu (a primeira derrota no campeonato 2014) para o Parnahyba (2 a 1) e o treinador Evair sentiu o nocaute. Descontrolou-se e mandou todo mundo para a PQP. Cenas jamais vistas em sua carreira como jogador profissional estão aí soltas na internet.
Se for pegar o histórico do treinador em Goiás percebe-se que por lá o trabalho foi tranqüilo, sem perseguição. No Piauí, se houve baixaria, talvez não tenha começado pelo Evair. Tenha começado pelo questionamento de quanto ele ganhava para treinar o Ríver (R$ 30 mil). A baixa espiritualidade de alguns pode ter prejudicado o trabalho no Ríver. E tal fato só acontece com o Ríver. Tomara que o breve futuro corrija tudo isso.
Obs. depois da redação do texto acima, ligamos no canal Esporte Interativo NE. Salvino Gomes,comentarista esportivo experiente, disse considerar injusta a demissão do Evair devido aos números do treinador. Apenas uma derrota de 8 partidas disputadas. Disse ainda que o presidente do Ríver estava indo de encontro ao pensamento de hoje, que é em manter um técnico o maior tempo possível afim de que se possa dar andamento um trabalho.