A CBF denunciou para o STJD que o Vila Nova de MG relacionou de forma irregular em quatro partidas o atacante Tiago Azulão. A irregularidade seria porque o atacante já teria aparecido na súmula na partida do Tombense pela Copa do Brasil e por ter atuado pelo CRB pela série C. São admitidas apenas duas transferências. Com essa infração o clube mineiro pode perder 14 pontos.
Veja o que diz o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva:
Art. 214. Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente.
PENA: perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida, prova ou equivalente.
§ 1º Para os fins deste artigo, não serão computados os pontos eventualmente obtidos pelo infrator.
§ 2º O resultado da partida, prova ou equivalente será mantido, mas à entidade infratora não serão computados eventuais critérios de desempate que lhe beneficiem, constantes do regulamento da competição, como, entre outros, o registro da vitória ou de pontos marcados.
§ 3º A entidade de prática desportiva que ainda não tiver obtido pontos suficientes ficará com pontos negativos.
De acordo com o artigo, o clube infrator deve perder a quantidade máxima dos pontos atribuídos a uma vitória (3 pontos) mais os pontos da partida. Ou seja, se um clube empatar, deverá perder 4 pontos. E o resultado será mantido implicando dizer que o adversário não irá se beneficiar dos pontos do infrator, infrator este que não será beneficiado por critérios de desempate, se precisar.
Agora é de um incoerência absurda a própria CBF fazer a denúncia uma vez que é ela quem mantém todo o cadastro do futebol brasileiro, é ela quem registra o profissional no Boletim Informativo, é ela que tem toda a vida do jogador em seus cadastrados. Para o sistema acusar uma restrição de uma irregularidade de um jogador não é bicho de sete cabeças. Até uma simples planilha elaborada no Excel de forma caseira consegue levantar uma restrição qualquer quando se programa. Falta apenas um mínimo de organização e seriedade para com o futebol.
Por conta disso dezenas de profissionais podem ficar desempregados em razão da incompetência e descrédito da própria confederação. Mais absurdo é se levantar dados de irregularidade durante a competição quando no registro do BID o sistema poderia acusar a registração. Chega-se a pensar em questões arquitetadas para beneficiar A ou B. É bom lembrar que a confederação é composta por muitos homens investigados por fraudes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário