terça-feira, 18 de novembro de 2014

Ríver anuncia jogadores para 2015 mas planejamento continua confuso

O Ríver do Piauí anunciou o nome de 18 atletas que irão compor a base para 2015. Jogadores como os zagueiros Índio e Gabriel e o volante Cássio são nomes certos. O torcedor não entende o porquê.
 
Os dois jogadores indicados pelo ex treinador Flávio Barros deverão continuar. São eles o volante Rogério, que por sinal foi bastante elogiado pelo ex treinador, e o lateral direito Michel.
 
Esse mesmo ex treinador havia dito ao  Blog, em uma conversa informal, que se fosse permanecer à frente do Ríver haveria  necessidade de dispensar cerca de 10 jogadores, e que na parte defensiva talvez só ficariam o Cléber Carioca e o Bruno Lopez. Os demais não se encaixavam para uma competição como a Copa do NE. Ainda nos disse: "de zaga eu entendo porque fui zagueiro" . E de ataque também tanto que o Ríver na série D fez mais gols com ele do que com o Josué.
 
O Flávio foi embora, haviam anunciado naquele momento de eliminação do Ríver frente ao STDJ que o clube seria melhorado, que  iriam contratar um gerente de futebol, pessoal qualificado para alguns setores de cunho administrativo;   fazer a contratação de  um novo treinador. Mas até o momento nenhuma mudança. Apenas os 18 jogadores, alguns deles de certa forma  limitados.
 
Fica a dúvida. Será que o diretor ou supervisor ou sabe-se lá, quem, que escolheu os 18 tem o olhar de raio X sobre o que é qualidade técnica no futebol? Acreditamos que não por dois motivos. Primeiro que, ao longo de alguns anos desembarcava  um time inteiro para o campeonato piauiense, e destes a maioria era mandado embora. Segundo, quem não lembra como foi efetuada a contratação do Flávio Barros. Por indicação do treinador Marcelo Vilar e do Flávio Araújo.
 
Parece não existir ali dentro profissional antenado com as coisas do futebol. Para perceber qual o destaque do Acre, de Rondônia, do Tocantins e de outros estados, seja treinador ou mesmo jogador, que possa vir e ajudar o clube piauiense. Achar que está atento  ao futebol porque assiste ao futebol de RJ  e SP pode ser um grande  equívoco. Há dois ou três anos  o Vilhena/RO jogou em São Luís contra o Sampaio e foi eliminado da serie D. No outro dia o Sérgio Frota (presidente do Sampaio)  anunciou na imprensa que dois jogadores do clube visitante interessava-o  para a temporada seguinte. Foi Assim com o Jonas, quando este jogava no Comercia do PI e foi visto também pelo dirigente. Eis a diferença de quem tem o olhar apurado para as coisas do futebol. Atleta de Tocantins joga em equipes do MA e PA centros com maior qualidade técnica mas não joga no PI. Questão de miopia.
 
Na série D o Interporto de Tocantins jogou no Albertão. 2 ou 3 jogadores daquele time chamavam a atenção, inclusive um meio de campo que não recordamos o nome. O artilheiro do Guarany de Sobral na competição também chamava a atenção. O volante Guto que jogou a série C no Fortaleza é um excelente volante e está desempregado em razão das eleições no Tricolor do Pici. Não se ouve ninguém do Ríver dizer isso ou aquilo sobre algum destaque.  Agora não dá é para acreditar num time com jogadores limitados. Nem mesmo o Flavio Araújo vai conseguir subir o Ríver se a política de contratação for esta aí.
 
Aliás, o problema do Ríver não é treinador, não. O Flávio Barros ou o próprio Moroni dá conta do serviço desde que lhes tragam qualidade. Oliveira Canindé e o Flávio Araújo passaram pelo futebol do PI e nada conseguiram. Edson Porto quase sobe o Moto mas por aqui nadinha de nada. Se  o problema é  enxergar, contrata o gerente de futebol e depois este indica o treinador e demais reforços.
 
Por falar de qualidade, o bom goleiro Cézar Luz  não quis continuar no galo. Deve jogar o Gauchão ou defender o Macaé de Josué Teixeira na próxima temporada. Qualidade ele tem tanto que o antenado Sérgio Frota do Sampaio quase o contrata para jogar a série B.
 

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