No último domingo, Ríver e Parnahyba jogaram a primeira partida das finais para decidir quem será o campeão do Estado do PI em 2013. A TV Meio Norte, detentora dos direitos de transmissão, mostrou o confronto para todo o estado.
O que chamou mais a atenção foi o grande número de torcedores do azulino que compareceu ao estádio Mão Santa, cuja capacidade é para 4.600 torcedores. As imagens mostraram que praticamente não havia mais lugares vazios. É a riqueza do futebol daquela cidade. Riqueza esta que tem como principal caractestista o amor daquele povo pela sua cidade e depois pelo clube da sua cidade.
Outras cantos interioranos como Piripiri e Picos também recebem o apoio de seus torcedores, mas não com a vibração e alegria do povo parnaíbano. Parnaíba é uma cidade diferente dentro do PI e isso também passa para o futebol.
Arrisco a dizer que, se a cidade tivesse um estádio com capacidade para 10.000 torcedores e com o clube participando de competições nacionais e obtendo bons resultados, não seria nenhuma barbariadade afirmar que aquela lotação seria facilmente alcançada. E a cultura da praia ajuda para que o amor às coisas locais estejam bem visíveis.
De manhã, o litoral, um bom almoço, cerveja...; à tarde o espetáculo chamado de futebol. Um atrativo a mais, tudo isso sob um clima agradável que anima, empolga e contagia. Assim é a cultura da velha Parnaíba. Que merece a atenção do empresariado, porque ali está aos olhos de todos uma grande riqueza, que se bem explorada poderá colocar o futebol da velha cidade numa série C ou B até primeiro do que o futebol da capital.
Sem falar que os desportidas daquela praça têm um olhar diferenciado no que se refere à qualidade do jogador. A sorte do futebol mafrense é ter a cidade de Parnaíba como território piauiense. E o azar deles é o fato de não pertencer ao futebol cearense.
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